Janela de investimentos, agentes autônomos e Reforma Tributária impulsionam o debate sobre a transformação e eficiência no setor de Oil & Gas
Executivos e especialistas do mercado analisaram o futuro das operações, a integração do poço ao posto e as novas exigências fiscais em encontro promovido pela Softtek e pela SAP
A necessidade de otimizar custos, acelerar o tempo de resposta das áreas de tecnologia e elevar a eficiência operacional em meio aos desafios globais tem impulsionado a transformação digital na indústria de Óleo e Gás. Para debater os rumos do setor, com foco nas tendências em Inteligência Artificial, no conceito de Autonomous Enterprise, na gestão de ativos, na modernização de sistemas de gestão, na cadeias de suprimentos inteligentes e nos impactos da Reforma Tributária, a Softtek e a SAP promoveram o Oil & Gas Executive Exchange, encontro que reuniu lideranças e especialistas no Rio de Janeiro.
Durante o evento, os debates enfatizaram como a volatilidade do mercado internacional e os grandes volumes de investimentos na América do Sul ampliam a pressão sobre as equipes de tecnologia para responder às demandas do negócio com agilidade. Nesse cenário, as soluções de IA e a automação do ciclo de desenvolvimento de software têm desempenhado papel central para acelerar essa entrega e reduzir custos estruturais e acelerar a adoção de novas receitas.
Segundo Marcos Brum, Vice-presidente de Negócios e Tecnologia da Softtek Brasil, a indústria vive um momento em que a tecnologia deixa de ser apenas suporte para se tornar o motor de rentabilidade e sustentabilidade das operações. “A convergência de modelos operacionais modernos, IA generativa/agêntica e governança sólida permite que as empresas do setor de Óleo e Gás automatizem rotinas complexas e tomem decisões estratégicas em tempo real, garantindo máxima eficiência em todas as etapas da cadeia produtiva”, destaca.
Agilidade e Inteligência Artificial no centro dos negócios
O movimento vai ao encontro das projeções do Gartner, que apontam que, embora o apetite por inovação seja alto, mais de 40% dos projetos de IA agêntica podem ser cancelados até 2027 se não contarem com governança e método adequados, reforçando a urgência de plataformas estruturadas.
Em linha com essa visão, Mauro Mattioda, CEO Market NR da Softtek na América do Sul, ressalta que o cenário geopolítico pós-conflitos e o aumento nos investimentos na região têm ampliado as demandas sobre as áreas de tecnologia das empresas do setor. “A aplicação de IA e de agentes automatizados no desenvolvimento de software e na identificação de requisitos de negócio foi um dos caminhos discutidos para acelerar a entrega de soluções e garantir eficiência”, pontua.
A programação contou ainda com apresentações de Stephane Lauzon, Líder Global e Vice-presidente de Oil, Gas & Energy da SAP, e de Cláudio Gonçalves, Senior Partner da Kearney Consulting, que detalharam a resiliência das operações energéticas com a aplicação de agentes autônomos e estratégias para lidar com as pressões geopolíticas e as mudanças no mercado global que gera uma janela de investimentos e oportunidades no mercado OIl&Gas brasileiro.
Outro tema em pauta foi a modernização dos sistemas de gestão empresarial (ERP) diante das transformações do setor energético, da transição para fontes de energia de menor intensidade de carbono e do crescimento da demanda global por energia.
Para Marco Aurelio Silva, Industry Advisor para Energy and Natural Resources Latam na SAP, a evolução das plataformas para o contexto de Autonomous Enterprise busca integrar diferentes etapas da cadeia produtiva, do poço ao posto de combustível, abrangendo as operações de upstream, midstream e downstream.
“A padronização de processos e a centralização de dados limpos são pré-requisitos fundamentais para que as corporações extraiam o verdadeiro potencial da IA e mantenham um ritmo constante de inovação”, ressalta Silva.
Reforma Tributária amplia desafios de integração
Além dos avanços tecnológicos, os desafios trazidos pela Reforma Tributária do Consumo e a adoção de vários mecanismos como por exemplo o Split Payment esteve entre os assuntos discutidos no encontro. De acordo com Rodrigo Novo, Gerente Executivo Tributário na Origem Energia, a entrada em vigor das novas regras a partir de 2027 exige uma profunda integração operacional dentro das corporações.
"O mais importante é entender que agora esse é um trabalho integrativo, que não está mais restrito ao departamento tributário. O fluxo de informações e a trilha de processos exigem agentes de IA integrativos que compilem dados o mais rápido possível para identificar correções e garantir a escrituração dos documentos fiscais e a recuperação do crédito. Esse será o nosso maior desafio na prática com a entrada do novo regime tributário", afirmou Novo.
Autonomous Enterprise e o novo patamar da gestão de ativos
A evolução da gestão de ativos e da manutenção preditiva também ganhou destaque com os avanços em Agentic AI (Agentes de IA). Eduardo Telles, Industry Value Advisor na parte de Energy & NR na SAP, observou que a aplicação de IA contextualizada aos dados do negócio transformou radicalmente a gestão operacional.
De acordo com Telles, a atuação de agentes inteligentes operando diretamente os fluxos de manutenção possibilita que os gestores foquem no acompanhamento estratégico e na tomada de decisão relacionada aos ativos de exploração e produção.
Sobre a Softtek: A Softtek está ajudando seus clientes a se destacarem no mercado por meio da implementação de soluções digitais que impulsionam suas estratégias de negócios. Fazemos isso através de nossa plataforma centrada no ser humano, que cria valor e prospera na interseção de pessoas, negócios e tecnologia. Somos uma empresa global e a primeira em apresentar o modelo Nearshore, saiba como criamos valor através da tecnologia em https://www.softtek.com/pt/ e conecte-se com @Softtek nas redes sociais.