Crescem as fusões/aquisições no setor da Saúde: mas, e as integrações?

Seguindo na contramão da maioria dos segmentos econômicos brasileiros, o mercado de Fusões e Aquisições foi um dos poucos que saltou de patamar durante a pandemia, atingindo números recordes. De acordo com pesquisa realizada pela KPMG, somente no primeiro trimestre deste ano foram registradas 375 operações do tipo no País, representando o melhor período do setor nos últimos 20 anos.

Em meio a esse promissor cenário, porém, também há seus desafios. Isso sobretudo ao fazermos um recorte para o setor de Saúde, um dos mais impactados pelos efeitos da pandemia.

Afinal, se a agilidade e minuciosidade nos processos que envolvem um atendimento de saúde, por si só, já são determinantes para a qualidade do serviço oferecido, quando falamos de fusões e aquisições na área, tal premissa se faz ainda mais imperativa.

Claro que dependendo do nível de maturidade digital das empresas envolvidas, o nível de complexidade das integrações também varia. Empresas que se encontram em momentos diferentes em termos de tecnologia, por exemplo, tendem a precisar de um tempo maior para implantar um único ambiente de atuação.

E considerando o senso de urgência inerente à área da Saúde, só a combinação entre ferramentas e estratégias precisas e assertivas torna possível agilizar processos com segurança e escalabilidade.

Um exemplo prático de como a adesão a ferramentas tecnológicas adequada a uma boa estratégia tem sido crucial para evolução do segmento de saúde foi a de um dos maiores grupos de saúde da América Latina que conseguiu, durante um processo de fusão e aquisição, desenvolver um aplicativo completo, habilitado para experiência do usuário, a fim de dar suporte às diversas necessidades da instituição. Entre elas, minimizar a necessidade de deslocamento e a distância entre pacientes e hospitais/clínicas, além de prover informações em tempo real sobre a Covid-19 para toda a população, como a avaliação online de sintomas e direcionamentos diante do diagnóstico online, evitando assim a circulação desnecessária.

O grupo ainda conseguiu utilizar algoritmos complexos para equilibrar o número de pacientes, acesso a consultas médicas online, emissão de certificados digitais para licença médica e entrega de receitas médicas através de empresas terceirizadas, como o Uber.

Hoje, mais do que nunca, o uso de tecnologias adequadas associadas aos modelos de gestões ágeis tem sido elementos preponderantes para acelerar o caminho das integrações e ao mesmo tempo possibilitar adoção de melhorias na cadeia de valor do segmento, promovendo, assim, o bem-estar e a saúde dos seus beneficiários.