Como sobreviver no mundo VUCA

Imagine que você está em férias, alugou um carro e está com o mapa na mão para uma super aventura. Sabe aquela sensação de que o mapa não está ajudando muito e você não conhece o território? Tudo parece estranho e no fundo há uma certeza martelando na sua cabeça de que não era bem por ali que você deveria ir?

Pois bem, uma das certezas que o período COVID nos trouxe foi justamente a realidade de que vivemos em um mundo VUCA que no acrônimo em inglês significa Volatility (volatilidade), Uncertainty (incerteza), Complexity (complexidade), Ambiguity (ambiguidade). Isto é, amanhã tudo, literalmente, pode mudar!

Como estar preparado para isso? A resposta é bem simples, não há como estar preparado, porém há uma série de ações que podemos tomar para que os impactos sejam os menores possíveis.

Tomemos por exemplo uma grande corporação que todo ano renova seu orçamento e refaz o planejamento para o ano seguinte. Há uma certa previsibilidade nas ações, nos investimentos e nas tendências de mercado. Atualmente com a Inteligência Artificial, é possível até prever os hábitos dos consumidores, então a equação se resolve de maneira fácil. Até ai vamos, porém o que está por detrás desta tangibilidade esconde um abismo de incerteza que é exatamente o ponto em que quero que o leitor chegue e reflita.

Grandes corporações investem seu CAPEX e OPEX em projetos urgentes, prioritários ou mesmo evolutivos; tendo sempre a tecnologia como aliada, porém o grande gargalo desta engrenagem, muitas vezes está na tomada de decisão. Porque será que opta-se por solução A e não a solução B? Custo é a resposta mais acertada, porém não somente o custo deve pesar na decisão do próximo investimento. Será que o portfolio está adequado ao público alvo? Será que o ecossistema onde a empresa está inserida foi devidamente entendido? Como monetizar um produto ou solução corretamente? São tantas as ponderações que, às vezes, nos sentimos em um labirinto.

A incerteza do amanhã e a volatilidade do nosso país operam negativamente quando falamos de projetos de arcabouço extenso, que demandam muito investimento de tempo e dinheiro. Aliás, é justamente desta complexidade que surge a ambiguidade de ser ou não o melhor passo a ser dado. Resumindo, estamos inseridos no mundo VUCA. Esta realidade, abarca muitas, senão todas as corporações, não importando o número de clientes, funcionários ou porte.  Um passo em falso e tudo já virou história.

Dentro desta jornada forçosa em que nos vemos inseridos atualmente uma reflexão se faz mandatória. Qual caminho seguir?

Respondo com apenas uma certeza, menos é mais. Atualmente as decisões das grandes, médias e pequenas corporações são pautadas, na grande maioria, pela tendência e evolução tecnológica, porém deve-se considerar quão simples e efetivas são estas soluções, sempre.  O que o mundo VUCA nos trás como complicador a tecnologia nos brinda com soluções customizadas para atender cada estratégia, seja qual for o porte e envergadura dela.