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América Latina avança na certificação para produção de software

loading screenA América Latina sempre é lembrada como uma região ideal para a terceirização de serviços de tecnologia da informação (TI) -- seja por atributos específicos de seus países ou por sua proximidade tanto cultural quanto econômica e geográfica com os Estados Unidos. É importante perceber algumas iniciativas nascidas dentro da própria região para desenvolver o seu mercado local, como o programa MPS.BR (Melhoria de Processo do Software Brasileiro), promovido pela agência Softex Brasil.
 
O objetivo é aumentar a competitividade de pequenas e médias empresas brasileiras por meio da melhoria de seus processos de desenvolvimento de software, o que acontece por meio da capacitação profissional. Sabe-se que um dos piores problemas do mercado brasileiro hoje, neste segmento, é a falta de profissionais qualificados.


O projeto tem o importante apoio do Ministério da Ciência e Tecnologia e Inovação do Brasil, do FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos), do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) e do SEBRAE, que são entidades fundamentais na hora de se viabilizar financeiramente projetos de pequenas e médias empresas. Conta também com a participação de universidades, centros de pesquisa e um grande número de instituições e profissionais da área de qualidade de software.
 
Agora, o MPS.BR começa a se expandir por outros países da região. O programa realizou virtualmente pela primeira vez, no fim de novembro, as provas de conceito de dois cursos oficiais por meio de Ensino a Distância (EAD). A iniciativa integra a RELAIS (Rede Latino Americana da Indústria de Software), que conta também com o apoio do BIS. As provas foram realizadas em português no Brasil e em espanhol no México, na Colômbia e no Peru. O sucesso foi tão grande que os cursos poderão ser expandidos para outros países em breve.
 
“Esta iniciativa da maior importância na medida em que contribui para o aumento da visibilidade do modelo MPS e para sua crescente aceitação e reconhecimento internacional como modelo de qualidade em diversos países”, explicou na época José Antonio Antonioni, diretor de qualidade e competitividade da SOFTEX.
 
Quem formulou a prova foi uma universidade brasileira, a unidade de ensino a distância da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS). A entidade definiu a metodologia de ‘e-learning’ para capacitação de pessoas nos modelos MPS/Brasil e MoProSoft/México, e empregou o ambiente virtual "Moodle".
 
A primeira prova virtual de conceito, que foi de Introdução ao MPS, contou com 97 participantesestudantes dos quatro países. Destes, 65 (67%) receberam da SOFTEX o certificado de participação por atenderem 75% dos requisitos desse curso. No Brasil, 18 dos 20 alunos receberam certificados de participação (90%); na Colômbia, 21 dos 24 (88%); no México, 18 dos 30 (60%); e no Peru, 8 dos 31 (26%).
 
“O ambiente virtual e os cursos foram muito bem avaliados pelos alunos, e foram feitas sugestões para aprimorá-los antes de promovê-los regularmente a partir de 2013 não só nesses países, como também em outros da América Latina e do Caribe”, comenta Kival Weber, coordenador-executivo do programa MPS.BR.
 
De julho de 2004 a outubro de 2012, 5.221 pessoas foram capacitadas no modelo MPS em cursos oficiais presenciais e também a distância (EAD). Desses, 1.338 foram aprovados em provas oficiais.


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